quarta-feira, 22 de julho de 2020

Morreu Fernando Riella, verdadeira lenda do Futebol de Itabuna


Faleceu no Hospital de Base o lendário Fernando Riella, considerado um dos melhores pontas-esquerdas que o Futebol baiano já produziu - certamente o maior do futebol itabunense. Foi na Seleção de Itabuna que ele mais brilhou, arrastando multidões para o velho Campo da Desportiva (local onde hoje fica o Centro de Cultura Adonias Filho) para ver suas jogadas geniais e, claro, muitos gols.

O velório acontece no PAX Paulo Preto (Rua Antonio Muniz, 120, Pontalzinho - subida para o Hospital Santa Cruz) e o sepultamento está marcado para as 16h.



sexta-feira, 10 de julho de 2020

A Estação Ferroviária de Itabuna



A linha-tronco Ilhéus-Itabuna foi aberta em 1910 em seu primeiro trecho, por investidores ingleses da The State Of Bahia South Western Railway Company Limited, com a idéia de alcançar Conquista (Vitória da Conquista). O primeiro ramal, o de Água Preta (Uruçuca), que partia da estação de Rio do Braço, foi aberto ao tráfego em 1914 e estendido até Poiri em 1931. Em 1918 um outro ramal tem iniciada a sua construção, estendendo-se até Itajuípe, aonde chegou em 1934. 

Foram as máximas extensões da ferrovia, que jamais se comunicou com outras do estado da Bahia ou com a Bahia-Minas, apesar de diversos projetos nesse sentido que jamais saíram do papel. Em 1950, os ingleses repassaram a estrada ao Governo, que mudou o nome para E. F. de Ilhéus. A estrada jamais chegou a Conquista, pelo que se diz, pelo fato de os ingleses já estarem satisfeitos com o que arrecadavam somente com a linha já existente. Em 1963, já estava decadentíssima a ferrovia, que em 1965 já não mais funcionava.

A ESTAÇÃO
Desde outubro de 1911 a The State Of Bahia South Western Railway Company Limited, concessionária da estrada, estabeleceu, com previa autorização do Governo, o tráfego provisório entre as cidades de Ilhéus e Itabuna num percurso de 59 quilômetros.

Mas somente a 21 de agosto de 1913, quando a linha estava em ordem e, como as obras de arte, se concluíram as estações, foi essa ferrovia inaugurada pela abertura do tráfego definitivo (Mensagem do Governador da Bahia, 1914, p. 94-95). A estação de Itabuna foi, pois, inaugurada em 1913. 

"Seu apito estridente fez tremer a terra, alegrando os meninos, impressionando as mocinhas, surpreendendo os velhos mateiros, afugentando os animais e colocando a cidade nos trilhos. Itabuna finalmente passava a ser servida pelo transporte moderno. O trem chegou para servir aos vinte mil habitantes da nova terra do cacau. O populacho entrava pelas rodas das locomotivas, com aplausos de muitos e restrições de poucos. Esses poucos diziam: 'eu é que não vou trocar o meu cavalo bom por este cavalo de ferro'. Tertuliano Guedes de Pinho externava a sua opinião favorável, elogiava os ingleses, donos da estrada de ferro, sem pronunciar-lhe os nomes porque não acertava. Henrique Félix e José de Aguiar eram formalmente adversários do trem de ferro, que chamavam de invenção da 'peste'. Da peste porque pela estrada a polícia chegava com mais facilidade e eles se dedicavam ao cangaço, possuíam jagunços, tomavam empreitadas, as mais desgraçadas, e temiam a polícia. Pouco dias depois, uma criança pescava no rio Cachoeira quando ouviu um rapaz e uma moça combinando para fugir no trem. No dia seguinte se deu a notícia de que um casal havia fugido no trem de ferro da antiga Tabocas, embalados por um amor de pecado e correndo das perseguições paternas. Ele era um palhaço de circo e ela uma moça da sociedade. Eles foram o primeiro casal a fugir no trem" (Fontes: Carlos Pereira Filho, "Terras de Itabuna").

A estação e o ramal foram fechados pelo RI-3149 de 27 de maio de 1964. Foi demolida e em seu lugar foi construído um prédio de 6 andares, onde funcionou a Prefeitura Municipal de Itabuna e depois a FTC.