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Lourivaldo Filho, um itabunense na TV Manchete

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Se você viveu os anos 80 e 90, deve se lembrar da TV Manchete. Foi nas telas da saudosa emissora que brilhou o talentoso itabunense Lourivaldo Filho, apresentador de programas que marcaram época.

Lourivaldo Ferreira de Oliveira Filho, jornalista radicado no Rio de Janeiro desde os anos 80 é filho de Wanda Montalvão Souza Oliveira, uma das primeiras professoras de piano de Itabuna (já postamos foto dela aqui). 

Foi o primeiro repórter baiano da TV Manchete em rede nacional, entre 1987 e 1994, época em que a Manchete era transmitida na região pela TV Cabrália, a primeira emissora de TV de Itabuna.  

Lourivaldo apresentou o programa de literatura “Homens e Livros”, depois o “Manchete Rural” e “Espaço Rural”. Seu ultimo trabalho na Rede Manchete foi como repórter do programa “Gente Famosa”, em 1994.

A partir daí, a Rede Manchete passou por um processo de desgaste, que culminou no encerramento das transmissões em 10 de maio de 1999(a TV Cabrália passou a transmitir a TV Record). 

Quanto ao Lourivaldo, passou a trabalhar na Michelin e tornou-se empresário no ramo de imóveis turísticos. Ainda vive no Rio de Janeiro, mas vem praticamente todo mês a Itabuna, onde vive praticamente toda a família - incluindo a irmã Mariângela, dona da escola de música Clave de Sol.

Nova Mangabinha, também chamada de "As casinhas da Bananeira"

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O bairro Nova Mangabinha (também conhecido como "Casinhas da Bananeira") foi inaugurado em 2003, pelo prefeito Geraldo Simões. 

Na época, foi o maior programa habitacional de Itabuna. Na foto, também aparecem a casa do Cel. Tertuliano Guedes de Pinho, hoje em ruínas, e o local onde seria construído o Condomínio Vog Grapiúna.

Morre o jornalista e radialista Joel Filho aos 69 anos

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O jornalismo do Sul da Bahia sofreu uma grande perda nesta segunda-feira (8) com o falecimento do jornalista e radialista Joel de Freitas Matos Filho, conhecido popularmente como Joel Filho, aos 69 anos.

O comunicador estava almoçando com seu filho mais velho em um restaurante no centro de Itabuna quando se sentiu mal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado imediatamente e a equipe médica tentou reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas, infelizmente, sem sucesso.


Trajetória Marcante na Comunicação

Joel Filho construiu uma carreira sólida e diversificada, transitando com naturalidade entre o rádio, a televisão e o jornalismo impresso. Ele atuou por muitos anos na Rádio Difusora Sul da Bahia e na Rádio Jornal de Itabuna. No meio impresso, foi redator e editor em veículos importantes, como os extintos Diário de Itabuna e Jornal Agora, além de ter sido editor do Tribuna do Cacau e da sucursal da Tribuna da Bahia na cidade.

Sua versatilidade também o levou à televisão, onde trabalhou no jornalismo da TV Cabrália (hoje Record Bahia Itabuna). Além da imprensa, Joel teve forte atuação na assessoria de comunicação, trabalhando para a Prefeitura de Itabuna em diversas gestões — incluindo as administrações de Capitão Azevedo e do atual prefeito Augusto Castro — e na cooperativa Credicoograp. Na esfera política, foi também um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no município.


Repercussão e Homenagens

A morte de Joel Filho gerou comoção entre colegas de profissão e autoridades. Matheus Vital, editor do Pauta Blog e ex-colega de Joel, relembrou a paixão do jornalista pela profissão e sua veia política.

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, divulgou uma nota de pesar lamentando a perda: "O radiojornalismo do sul da Bahia perde um profissional ético e de valor e está em luto. [...] Deixo meus sentimentos aos seus quatro filhos e peço a Deus que a todos conforte", declarou o prefeito.

Joel Filho deixa quatro filhos e um legado de décadas dedicadas à informação e à história de Itabuna e região.



Félix Severino do Amor Divino

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O pioneiro sergipano e o mito fundacional de Itabuna

A fundação de Itabuna, cidade que floresceu no coração da região cacaueira do sul da Bahia, está intrinsecamente ligada à figura de Félix Severino do Amor Divino, um nome que se tornou o pilar da memória oficial e da identidade local. A historiografia tradicional, pautada em narrativas memorialistas regionais, especialmente aquelas consolidadas na década de 1960 por ocasião do cinquentenário da emancipação política, atribui a ele e a sua família o mérito exclusivo de terem lançado os fundamentos de uma próspera e futura cidade. Em meio a essa construção histórica, emerge um relato heroico e, por vezes, mitológico, que destaca o imigrante sergipano como o agente precursor da civilização grapiúna.

Félix Severino de Oliveira, como também era conhecido, era natural da Chapada dos Índios, em Sergipe. Sua chegada à região sul da Bahia ocorreu em um contexto de intensa migração, a partir de meados do século XIX (cerca de 1850), quando a crise no sertão sergipano e a promessa de riqueza na nascente lavoura cacaueira baiana impulsionaram levas de sertanejos e sergipanos. A historiografia aponta que esses migrantes vieram em busca de terras férteis e oportunidades, com o intuito de "conseguir um lugar debaixo do sol, para dissiparem os males sofridos em outras regiões".

Em 1857, Félix Severino do Amor Divino, junto ao seu companheiro, o crioulo Manoel Constantino, iniciou o povoamento da área que se tornaria o núcleo original de Itabuna. Segundo os relatos, após chegar a Ilhéus e buscar informações no Banco da Vitória, ele se dirigiu para um local indicado como propício para "botar uma taboca (roça)". A descrição desses primeiros momentos, feita pelo memorialista Oscar Ribeiro Gonçalves, evoca um cenário intocado, no qual o imigrante e seu companheiro contemplavam "a mata, os caboclos e as feras [que] eram seus únicos vizinhos", numa tentativa de inscrever a "verdadeira" história de Itabuna com um tom de romance e desbravamento.

A primeira moradia erguida por Félix Severino do Amor Divino foi uma pequena cabana, construída na margem direita do rio Cachoeira. Este local ficou conhecido como Marimbeta, que hoje corresponde ao bairro Conceição. O companheiro, Manoel Constantino, por sua vez, estabeleceu sua cabana na margem esquerda, onde mais tarde se desenvolveria a Praça Olinto Leone. No entanto, a narrativa memorialista que descreve a região como um "lugar ermo" e "floresta intocada" é historicamente problematizada, pois o território era habitado por populações indígenas e já contava com o importante aldeamento de São Pedro de Alcântara em Ferradas (lugar de povoação de índio), que servia como entreposto e via de acesso na região.

A consolidação do arraial, inicialmente conhecido como Tabocas, ocorreu dez anos após sua chegada. Foi nesse momento que Félix Severino do Amor Divino enviou a busca pela sua família remanescente em Sergipe, na Chapada dos Índios. Entre os parentes que atenderam ao chamado e migraram para a nova fronteira cacaueira estava José Firmino Alves, seu sobrinho. A família, ao se estabelecer, atraiu mais colonos e "lançara os fundamentos de uma próspera e futura cidade".

A imagem de Félix Severino do Amor Divino foi intensamente cultivada pela elite intelectual e política nas décadas seguintes. Os memorialistas o reverenciavam como um precursor do progresso e da modernização, e sua figura foi repetidamente eleita para protagonizar a história de Itabuna. Por exemplo, José Dantas de Andrade (1968) chegou a sugerir que, em homenagem ao pioneiro sergipano, fosse erguido um busto no local da primeira casa da cidade. Essa construção narrativa, frequentemente repetida, inclusive em obras acadêmicas, estabeleceu a identidade de Itabuna ligada à origem dos imigrantes sergipanos, distanciando-a de Ferradas e do núcleo de povoamento indígena.

A exaltação de Félix Severino e outros sergipanos como "desbravadores, pioneiros" e "homens simples e trabalhadores" possuía um claro viés político na década de 1960. Ao enfatizar a origem humilde e o esforço braçal dos fundadores, a elite cacaueira da época procurava legitimar seu poder e riqueza como uma "herança de trabalho", minimizando as tensões sociais decorrentes da organização dos trabalhadores rurais e distanciando a história de Itabuna das "práticas arcaicas da antiga aristocracia" ligadas ao trabalho escravo, associadas à vizinha Ilhéus.

Dessa forma, a biografia de Félix Severino do Amor Divino transcende o relato individual, tornando-se uma metáfora para a própria história oficial de Itabuna. O fundador, descrito como aquele que "encontrou [Itabuna] no mato e entregou ao seu sobrinho José Firmino Alves, o qual lhe soube dar boa criação, educação, instrução e beleza" (Andrade, 1968, p. 18), simboliza o início da "civilização grapiúna". A permanência de seu nome em logradouros, monumentos e na memória local assegura seu lugar como ícone do pioneirismo sergipano, um alicerce inabalável da identidade cultural e histórica da cidade. O artista plástico Walter Moreira, um dos que retrataram o cotidiano local, era, inclusive, descendente de Félix Severino de Oliveira. A figura de Félix Severino do Amor Divino funciona como um farol na névoa do passado: ele não apenas deu início ao povoamento, mas também personificou a narrativa de esforço e ascensão que a elite local escolheu perpetuar.

Ferradas comemora 210 anos. Parabéns!

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Ferradas, o bairro mais histórico de Itabuna, terra de Jorge Amado, está completando 210 anos. Para marcar a data especial, estão agendados dois eventos:

Praça de Ferradas
Comemoração na praça principal, com início na Igreja de N. Sra da Conceição, com a tradicional missa, corrida de rua, ciclismo e apresentação de fanfarra. Um evento idealizado e coordenado por Zem Costa.
Data: 19 de Outubro (domingo)
Horário: a partir das 7h

Câmara de Vereadores
Sessão especial em comemoração ao aniversário de 210 anos de Ferradas, proposta pelo Vereador Baba Cearense.
Data: 21 de Outubro (terça-feira)
Horário: 19h

Imóvel histórico na Praça José Bastos será restaurado pela UESC

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Aquele prédio histórico localizado na Rua Osvaldo Cruz, em frente à Praça José Bastos, onde funcionou o Instituto de Cacau da Bahia, uma agência da Sulba e a Cesta do Povo, será restaurado pela Universidade Federal de Santa Cruz. O imóvel hoje pertence à UESC, que está aguardando apenas que a Prefeitura de Itabuna faça a realocação dos comerciantes alojados ali ao lado para realizar a requalificação do prédio, iniciando pelas fachadas. Um colaborador da nossa página nos enviou a simulação de como ficará.